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Aquela viagem
A viagem esqueceu a, virou vigem, buscou a e deixou i, acabou vagem. A falta do a e i fez vigem e vagem, naquela manhã, perderem a viagem.
Escrito por Samya às 18h34
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Um Detalhe
Nina leva o calor, do isqueiro rosa até a ponta, do cigarro de uma mulher, que olha através da chuva, o trânsito da cidade que nunca, pára. Uma angústia, talvez um suspiro, ou mesmo uma dor profunda, daquela mulher, que percebe o caos dentro de si, observando a cidade, com Nina.
Escrito por Samya às 18h49
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Hoje: Aniversário do Flavinho no Coletivo Galeria, tem as infos no blog do Mário... Dei uma entrevista para o site Aldea Cultural, site que divulga cinema,teatro da América Latina, quem tiver curiosidade e vontade é só entrar: www.aldeacultural.com, o site é em espanhol, mas é só clicar no aldea cultural brasil que tem a mesma matéria em português... Sem muita inspiração para escrever algo digno de ser lido... Beijos,
Escrito por Samya às 16h18
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Resultado: CENSURA 1 X LIBERDADE 0
Um jogo impressionante, um estádio silencioso, sem torcedores,e alguns jornalistas escondidos. Começa o jogo,camisa um do Censura pega a bola, passa por cima do Bom Senso e vai chegando ao campo adversário.Passa a bola para Governo e Pesquisa que vão alternando até chegar na grande área do Liberdade. Faltas e até um impedimento a favor do Liberdade não são marcados por nossos juízes. O jogo continua,a defesa do Liberdade continua defendendo com garra, mas não consegue resgatar a bola. Em um passe lindo, Estado e Governo investem na jogada pelo meio, deixam a defesa para trás,Estado passa a bola para Governo que ajeita e chuta bem no meio do gol, enquanto o goleiro Não cai para o lado direito. Juiz apita:FINAL DE JOGO. Se nós, povo, brigassemos na vida como brigamos no campo, talvez esta lei anti-fumo,que além de censurar a cultura ( será necessário autorização da justiça para utilização do cigarro em teatro, cinema, show) e principalmente a liberdade de escolha, não estaria onde está agora:APROVADA! Mais fácil proibir do que achar soluções justas para todas as partes envolvidas. Uma boa explicação para o estado do nosso país.
Escrito por Samya às 13h34
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Augusto Boal
Faleceu na madrugada deste sábado Augusto Boal. Triste ver pessoas que colaboraram tanto para uma possível evolução cultural neste país partirem, assim como Reinaldo Maia. Se existe algo além disso que vivemos, que grandes homens como estes dois, Guarniere e tantos outros, nos dêem esperança para continuar com nossa luta por um país mais justo, onde a cultura não é privilégio de poucos. Este link vai para uma matéria do O Globo que explica as causas da morte de Boal e dá um breve resumo do que É este homem: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/05/02/morre-augusto-boal-um-dos-maiores-dramaturgos-do-brasil-755596226.asp
Escrito por Samya às 18h21
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NÃO PERCAM!!!ESTRÉIA AMANHÃ!!!! MEUS AMIGOS EM SUA NOVA EMPREITADA!!!!

: 07 de abril de 2009 (até 26 de maio de 2009)
Sempre às terças-feiras, às 21h00.
Teatro dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214 – Centro
Duração: 60 minutos
Censura: 12 anos
Lotação: 70 pessoas
Telefone: 3258-6345
Quanto: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade) R$ 5,00 (Moradores da Praça Roosevelt)
Estacionamento ao lado do teatro
Escrito por Samya às 13h24
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Quem sabe?
Passando por esta porta você vai encontrar um lugar que se esforça em ficar miniminiminimamente organizado e limpo,pouca cor e decoração,alguns livros comprados e emprestados,dvd's piradas e um pessoa deitada no sofá. Uma pessoa nitidamente perdida dentro de seus problemas reais e fictícios,que alterna entre a leitura no sofá e a tela do computador esperando que em algum dos dois surga um novo caminho. Perdida entre o passado e o futuro, buscando e esperando o presente que ainda não sabe como ganhar. Se tiver um olhar mais profundo e justo, sem criar expectativas, talvez, visualize um lugar que ainda não está pronto com uma pessoa que não está perto da perfeição e quem sabe até consiga se imaginar naquele ambiente,deitado naquele sofá, tomando aquelas atitudes.
Escrito por Samya às 18h24
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MOBILIZAÇÃO PERMANENTE Quinta-feira, 26 de março, às 14h, todos na Funarte São Paulo (Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos) para a grande mobilização do Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo (27 de março). É imprescindível a participação de todos se quisermos avançar na luta pelo teatro público e pela cultura no país neste momento de crise generalizada. Em anexo, as cartas de representantes de grupos de teatro de São Paulo e do Movimento Redemoinho. Divulguem!!!!
CARTA DE SALVADOR O Movimento Redemoinho, que une grupos teatrais de 14 estados do país, tem participado do intenso debate que ocorre há anos sobre a reformulação das políticas públicas para a área cultural. Nesse período, o movimento, na contramão de propostas de ação pública baseadas em renúncia fiscal, chegou a formular um projeto de fomento – o Prêmio Teatro Brasileiro – que prevê não apenas a manutenção de trabalhos continuados, mas a produção e a circulação de espetáculos, através de verbas do orçamento da União. Em paralelo, através de documentos públicos, discussões e artigos de jornal, o Redemoinho reafirmou seu interesse em trabalhar a favor da construção de ações públicas que sejam capazes de desprivatizar e desmercantilizar os processos culturais tais como ocorrem no país hoje. Era nesse sentido que o movimento aguardava com enorme expectativa a proposta de reformulação da Lei Rouanet, uma das principais ferramentas da distorção privatista que rege o trato de recursos públicos para a área cultural. O projeto apresentado pelo Ministério da Cultura, o chamado Profic, que se apresenta como o substituto do Pronac, sustenta-se sobre as mesmas bases: o Fundo Nacional de Cultura, os patrocínios privados com renúncia fiscal e o Ficart – Fundo de Investimento Cultural e Artístico. A novidade aparente é a tentativa de articular essas instâncias num sistema capaz de controlar aquilo que surge como excesso nas captações e destinações. O que permanece intocado, entretanto, é o fundamento da lei – que não é apenas um excesso, mas uma aberração: a gestão privada de recursos públicos. O monstro privatista continua a ser alimentado, segundo regras aparentemente mais eficazes e rígidas. Mas a serviço do quê? Os departamentos de marketing continuam a gerir recursos públicos, o governo continua a transferir sua responsabilidade para os gerentes das corporações, a cultura continua a ser tratada como negócio. Diminuir a porcentagem da transferência de recursos, com normas moralizadoras, não muda a natureza da omissão, nem o fundamento privatista do processo. É significativo que o anteprojeto do Profic seja permeado por termos da retórica mercantil: valorização, rendimento, vales, difusão, consumo, sustentabilidade - são expressões que não escondem a lógica empresarial que o anima. A idéia de um sistema cultural surge conformada pela imagem de um mercado que precisa ser criado, amparado, estimulado ao preço da própria cultura, quando se pretende algo mais do que a forma mercadoria. Diante disso, o movimento Redemoinho não reconhece no Profic uma disposição a enfrentar o verdadeiro problema das políticas públicas para a cultura no país: seu caráter privatista. No Profic, o Redemoinho reconhece no Fundo Nacional de Cultura a única possibilidade de ação que possa realmente se caracterizar como instrumento de política pública. Nesse sentido, este Movimento pretende ocupar os espaços de discussão sobre o mesmo junto ao MINC e à sociedade. Além disso, o Redemoinho defende uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não a renúncia fiscal como programa único) com recursos orçamentários próprios e regras democráticas estabelecidas em lei como política de Estado. Não haverá transformação cultural enquanto as ações humanas forem organizadas pela lógica da eficácia mercantil e a cidadania for construída na perspectiva do consumo. REDEMOINHO Movimento Brasileiro de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisa Teatral V Encontro Nacional, Salvador, Bahia, 24 de março de 2009.
Escrito por Samya às 14h41
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MOBILIZAÇÃO PERMANENTE
Quinta-feira, 26 de março, às 14h, todos na Funarte São Paulo (Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos) para a grande mobilização do Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo (27 de março). É imprescindível a participação de todos se quisermos avançar na luta pelo teatro público e pela cultura no país neste momento de crise generalizada. Abaixo as cartas de representantes de grupos de teatro de São Paulo e do Movimento Redemoinho. Divulguem!!!!
Carta Aberta ao Presidente Lula e ao Ministro da Cultura Juca Ferreira Ilustríssimos Senhores Nos últimos seis anos do vosso governo constatamos que não houve nenhum avanço na criação e no desenvolvimento de políticas públicas, democráticas, transparentes e descentralizadas para as artes no país, apesar dos Programas de Cultura do Partido dos Trabalhadores, que apontavam para um novo modelo gestor, de entendimento da Questão Cultural e que serviram de base para as diferentes campanhas políticas até a eleição do atual governo. E isso frustra a categoria, dadas as expectativas geradas pela vossa eleição e o modelo exemplar que ele poderia representar para as políticas públicas estaduais e municipais por todo o país. Pensávamos, há seis anos, que um momento mais fértil para a cultura e para o país havia chegado, pois o governo empossado, recebendo o mandato de milhões de trabalhadores para atender às reivindicações mais sentidas do povo brasileiro, iria lutar por instrumentos de inclusão e cidadania e entendia a cultura como um bem inalienável do cidadão, um direito de todos e de cada um, tão importante quanto a saúde, o transporte e a educação. Pensávamos, há seis anos, que haveria uma possibilidade do Estado servir aos interesses da maioria do povo brasileiro em contraponto às idéias neoliberais de um estado mínimo e à base do programa do governo que vos antecedeu. Mas não foi o que aconteceu. E por não avançar este governo retrocedeu! Hoje, no ano de 2009, a crise escancara nossos portões e o vosso governo, com seus recursos acumulados em superávits fiscais, corre para socorrer os grandes grupos econômicos e, mais um vez, deixa para a maioria da população o desemprego, a falta de assistência médica, uma educação insuficiente e uma cultura entregue à indústria do entretenimento. Uma indústria que nada mais visa além do lucro e que transforma a cultura e as artes em produtos sem valor além do consumo imediato, sem poesia e sem reflexão sobre o que somos como cidadãos e como sociedade. Ou seja, sem perspectiva de futuro para além das necessidades básicas de sobrevivência – trabalhar para sobreviver e fazer a máquina econômica girar. Nós, trabalhadores do teatro e das artes, vos dirigimos esta carta para pedir o que parece impossível, mas esta é uma tarefa que nos cabe – pedir o impossível! Não nos incomodamos com isso, afinal nos diziam que era impossível um operário chegar à presidência da república. Entretanto do que adianta fazer acontecer o “impossível” para depois tudo continuar como antes? Pedimos que o Estado Brasileiro, que vosso governo no tempo que ainda resta, se ocupe da coisa pública, e aja para o desenvolvimento e proteção de seus cidadãos. E que pense no futuro do nosso país para além de um grande mercado consumidor, um grande canavial, um grande pátio de estacionamento para as montadoras. Por isso nós trabalhadores do teatro conclamamos o atual governo a dizer um basta à política de privilégios, à entrega do Estado à iniciativa privada, à perda dos direitos dos trabalhadores e ao fisiologismo político que trata as questões da soberania nacional como uma bolsa de valores sem nenhum outro horizonte a não ser luta pelo poder. E através desta carta reivindicamos: - O fim da lei de isenção fiscal para a cultura. - A criação de um Fundo Público para a Cultura, através de Lei. - Que ele seja o responsável pela implementação de políticas públicas para todas as áreas da cultura. - Que ele opere através de editais públicos em todas as regiões do Brasil com a participação paritária, em suas comissões de seleção, de representantes escolhidos pelo governo e pelos participantes dos respectivos editais. - Que este fundo tenha uma dotação orçamentária mínima anual definida pela lei, e que portanto esta lei seja encaminhado pelo poder executivo como um projeto de governo. - A imediata implantação do projeto “Prêmio Teatro Brasileiro” sob a forma de um edital nacional ainda para o ano de 2009. - O descongelamento dos 75% do orçamento da união para o Ministério da Cultura. E um aporte de verbas suplementar para que ele atinja o mínimo de 2% do orçamento geral da União. Pela nossa experiência dos últimos anos constatamos e entendemos que qualquer lei para a cultura tem necessariamente que contar com uma dotação orçamentária própria (recursos garantidos pela lei), pois isso evita a manipulação política e o corte indiscriminado destes recursos decorrentes de negociações políticas escusas (o balcão de negócios em que a política tem se transformado) e da ignorância por parte dos políticos de plantão sobre a importância que a cultura e as artes têm no desenvolvimento da real cidadania. Sr. Presidente e Sr. Ministro, a luta por políticas públicas para a cultura é a luta pela soberania nacional e pela construção de um país de cidadãos livres no pensar e no agir. As reivindicações feitas neste documento são de interesse público e a “Lei de Fomento para o Teatro Brasileiro” é fruto do amadurecimento de muitos anos de estudos sobre o que é realmente uma política cultural de interesse público para o cidadão. Hoje nos colocamos em luta por isso, pois acreditamos que com nossa luta possamos conquistar o impossível. Assinado: Movimento 27 de março
Escrito por Samya às 14h40
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AMANHÃ TEM TONGAAAA! ANIVERSÁRIO DO MEU IRMÃO DIDIO!
DIDIO E DEBBS APRESENTAM:
"2ª EDIÇÃO DA FESTA TONGA DA MIRONGA"
* 20/03/09 SEXTA-FEIRA *
COM MUITO BLACK, SAMBA-ROCK, R&B, SOUL, NACIONAL,FUNK OLD SCHOOL E ROCK'N ROLL.
DJ E ANIVERSARIANTE: DIDIO PERINI ( TEATRO DA CURVA )
DJ'S CONVIDADOS: MÁRIO BORTOLOTTO, SAMYA ENES, DJ PAULISTA E MARCOS GOMES.
ENTRADA: 5 REAIS
CERVEJA DE GARRAFA E CAIPIRINHA: 4 REAIS ( ON NIGHT LONG )
LOCAL: TEATRO X
À PARTIR DAS 22:00H
RUA: RUI BARBOSA, 399 BEXIGA/BELA VISTA SÃO PAULO
Escrito por Samya às 18h59
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HOJE!!!!!PRÉ-ESTRÉIA E FESTA!

De 12/03 a 03/05> Sexta a Domingo, 21h> SESC AV PAULISTA> R$20 inteira> Texto e Direção: Marcelo Rubens Paiva> Assistência de Direção: Fernanda D´Umbra> Elenco: Alex Grulli, Hugo Possolo, Mário Bortolotto e Paula Cohen> Direção de Produção: Anna Cecília Junqueira> Assistência de Produção: Larissa Orlow e Edu Reyes> Luz e Fotografia: Rui Mendes e Lu Barone> Cenografia: Zé Carratu> Sonoplastia: Aline Meyer e Marcelo Rubens Paiva (Colaboração: Mário Bortolotto)> Programação Visual: Richard Kovács> Operação de Som e Luz: Marcelo Montenegro e Vinícius Andrade> Assessoria de Imprensa: Tuca Notarnicola 
FESTA QUE MEUS AMORES:DEBORA FREITAS(DEBBS) E DIDIO PERINI ESTÃO ORGANIZANDO!TEM MAIS DOIS ORGANIZADORES, MAS QUE NÃO SEI O NOME... ENFIM ASSISTAM A PEÇA E DEPOIS VAMOS DANÇAR MUITOOO!
Escrito por Samya às 12h30
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SHOW HOJE!!!!!INFORMAÇÕES COPIADAS DO BLOG DO MÁRIO
HOJE É DIA DE ROCK 
Foto de Luiz Filipe Ogro As terças de rock tem novo endereço. Depois de uma temporada muito bacana no Teatro X, as terças de rock passam a ser no Satyros 2. Começa nessa terça-feira (dia 03/03) com o show da nossa banda "Saco de Ratos". Acho que vai ser bem legal. Continua do mesmo jeito. R$ 5,00 a entrada. O bar funcionando. E o rock rolando. Na próxima terça-feira tem show da banda "Fábrica de Animais". HOJE:
Show da banda "Saco de Ratos" Mário Bortolotto : Vocal Fábio Brum : Guitarra Marcelo Watanabe : Guitarra Fábio Pagotto : Baixo Rick Vechione : Bateria A partir das 22h30 Terça-feira (03/03) Teatro dos Satyros 2 - Praça Roosevelt, 124 R$ 5,00
Escrito por Samya às 12h32
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ARENA CONTA ARENA 50 ANOS Vídeo-documentário com vivos e falecidos que criaram,alimentaram e transformaram o Teatro de Arena. Vídeo exibido ontem em um teatro chamado Parlapatões as onze da noite. Sala que abriga até 120 pessoas. Quantos atores conhecem ou já ouviram estes depoimentos, como de Myrian Muniz, Guarniere, Chico de Assis, Zé Renato, Boal, entre tantos que deixaram suas marcas, seu suor, suas lágrimas e risos naquele espaço? Provavelmente poucos. A sala de espetáculos que virou e vira toda segunda quarta-feira do mês em uma sala de exibição de filmes ontem murchou. Espero que os vivos não saibam e que os falecidos não tenham enxergado aquela sala quase vazia.
Escrito por Samya às 15h22
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Carteira de identidade
Registra-me! sou árabe número de minha identidade é cinqüenta mil tenho oito filhos e o nono... virá logo depois do verão! vais te irritar por acaso? Registra-me! sou árabe trabalho com meus companheiros de luta em uma pedreira tenho oito filhos arranco pedras o pão, as roupas, os cadernos e não venho mendigar em tua porta e não me dobro diante das lajes de teu umbral vais te irritar por acaso?
Registra-me! sou árabe meu nome é muito comum e sou paciente em um país que ferve de cólera minhas raízes... fixadas antes do nascimento dos tempos antes da eclosão dos séculos antes dos ciprestes e oliveiras antes do crescimento vegetal meu pai... da família do arado e não dos senhores do Nujub¹ e meu avô era camponês sem árvore genealógica minha casa uma cabana de guarda de canas e ramagens satisfeito com minha condição meu nome é muito comum
Registra-me sou árabe sou árabe cabelos... negros olhos... castanhos sinais particulares um kuffiah² e uma faixa na cabeça as palmas ásperas como rochas arranharam as mãos que estreitam e amo acima de tudo o azeite de oliva e o tomilho meu endereço sou de um povoado perdido... esquecido de ruas sem nome e todos os seus homens... no campo e na pedreira amam o comunismo vais te irritar por acaso?
Registra-me sou árabe tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados e da terra que cultivava com meus filhos e não os deixastes nem a nossos descendentes mais que estes seixos que nosso governo tomará também como se diz vamos! escreve bem no alto da primeira página que não odeio os homens que eu não agrido ninguém mas... se me esfomeiam como a carne de quem me despoja e cuidado... cuida-te de minha fome e minha cólera.
Mahmoud Darwich
1 Célebre tribo da Arábia 2 Lenço com desenhos quadriculados, usado para cobrir a cabeça e que tornou-se símbolo nacional palestino pela liberdade e independência. Originariamente, esse lenço é usado pelos camponeses para protegerem a cabeça durante o trabalho no campo.
Escrito por Samya às 16h15
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Confissão de um terrorista!
Ocuparam minha pátria Expulsaram meu povo Anularam minha identidade E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram, dividiram, humilharam E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias, Seqüestraram minhas esperanças, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Mahmoud Darwich(1941-2008) - Poeta palestino, testemunhou a destruição de sua aldeia, Al Birweh, durante a implantação do Estado de Israel em 1948.
Escrito por Samya às 18h27
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